terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Inveja

Aprendi a ser uma boa menina. E, a bem da verdade, acho que sempre tive a boa menina dentro de mim... tirando os pecados. Tendência natural, corrupção, seja lá pelo que for, os pecados me são atrativos.
Menos a inveja. Odeio a inveja. Não há nada de prazeiroso, como há na preguiça, na luxúria, na gula. Nem mesmo o alívio de odiar.
A inveja me incomoda, me aperta. Odeio invejar.

Não porque odeie ser má, odeie pecar. Odeio porque me lembra que sou mortal, falível e inferior. Odeio que sejam melhores que eu.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

ADOÇÃO- URGENTE


Divulgando:

Escrevo para pedir-lhes um grande favor. A história começa assim: Minha amiga, a Isabel tinha um cachorrinho chamado Tudous, mas quem cuidava era o pai dela, após a morte de seus pais em 2010, Tudous ficou muito perdido, e como muitas vezes ninguém ficava em casa e Tudous latia muito na janela que dava direto para a rua, acabou sendo envenenado depois de 6 meses da morte do pai da Isabel, que era a pessoa que cuidava do Tudous como um filho.

Após algum tempo da morte do Tudous, a irmã mais velha da Isabel, a Anita(está desempregada e tem 2 filhos pequenos), pegou uma cadelinha da rua, a ROSE, com o passar do tempo a ROSE foi ficando barriguda e descobrimos que ela estava grávida. Achamos que nasceria apenas 3 ou 4 filhotes, já que a ROSE é muito pequenina e magra, mas nasceram 7 filhotes. Eles já estão com quase 40 dias, vou na casa dela todos os dias de noite para ajudar a limpar as fezes, dar papinha e carinho, já que a ROSE não tem mais leite. O problema é : A Isabel trabalha em uma escala cruel de 6 por 1, para ganhar R$ 600,00 líquido, ou seja tem uma folga por semana, fica fora 12 horas por dia e não tem dinheiro. Como chove na parte aberta da casa e a cozinha tá com vazamento, os cachorrinhos estão em uma garagem que possui pouca ventilação e muita poeira, ou seja um lugar insalubre. Outro dia fui em um bar aqui perto pedir R$ 4,00 de conhecidos para ajudar a comprar as vacinas, o vermífugo e a papinha de desmame. É difícil, mas estamos tentando. Outro problema é : como meu escritório estava com poucos projetos, fui dispensada até Abril, ou seja, estou desempregada. Enfim, peço por favor que divulguem as fotinhos dos bebês. Vamos tentar dar uma vida digna a esses filhotinhos. Por favor ajudem esses peludinhos, por favor!!! Eu pensei em pegar, mas o menino que mora aqui não quer nem saber de mais um, e eu na verdade não estou em boas condições financeiras, pois estou desempregada no momento.

Eles são viralatinhas. Lindos Viralatinhas!!!


abraços!!!



Renata Sumida - tel para contato: 8480-7544 (tim) conterpi@hotmail.com

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ceder espaço na casa... na alma

Final e começo de ano são épocas de um monte de promessas, de metas, de pensar no que queremos da vida, certo? Bom lá se vão mais de dez dias de 2011 e é mais ou menos nessa época que a gente começa a degringolar.
Vamos nos readaptando a mesmisse, a rotina, e daí já viu. As promessas e boas intenções acabam ficando para trás.
Eu ainda estou em clima de ano novo (porque tudo passa rápido demais e me recuso a acompanhar o ritmo do mundo), ainda ajeitando minhas coisas, me ajeitando. Minha primeira resolução é abrir espaço nas gavetas, nos armários, me livrar do que não uso para ter espaço para coisas novas. Doar as roupas, vender eletronicos não usados (só não consigo me desfazer de livros).
E terminar de usar o que comecei. Levanta a mão quem tem um perfume que não usa a meses. Agora levanta a mão quem tem uma porrada deles. Isso sem falar em cremes, shampoos e etc, que nós vamos acumulando pela metade porque achamos um mais cheiroso, porque ganhamos outro de presente, porque um terceiro estava na promoção. Acabamos com frascos e mais frascos pela metade, nunca usados, nunca descartados. Como procuro ser ecologicamente consciente, me fiz prometer esse ano que não compro mais nada enquanto tiver em casa. Hei de gastar todos os frasquinhos, reciclar as embalagens, e aí sim estar pronta para experimentar coisas novas.
E também na vida. Sabe, liberar espaço na alma, liberar os relacionamentos pela metade, pessoas que não deixamos ir, mas também não incluímos na nossa vida, sentimentos presos em algum cantinho, sonhos, metas postergadas, que nunca são alcançadas então não deixam espaço para algo novo. Vou avaliar tudo, o que precisa ser retomado e usado até o final, o que não vale mais a pena e deve ir pro lixo. Terminar o que foi começado antes para liberar espaços, forças, esperanças para coisas novas.
Se reinventar é uma arte difícil, mas necessária se a meta é viver e não apenas ver a vida passar.

Boa sorte para mim e para quem decidir me seguir nesse caminho, respeitando o passado, mas com a cabeça pra frente.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Feliz 2011!!!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Upside down

Minha vida está de ponta cabeça, tudo fora do lugar. Se alguém anotou a placa do furacão que passou por aqui, favor informar.
Meu consolo, minha alegria nessa semana pré-aniversário, também conhecida como pior período do inferno astral, é tirar um livro novo do plástico e sentir o cheiro das páginas novas.

Eu sei, é consumista. Mas é verdade.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Mal entendido

Há duas semanas marquei de almoçar com a Denise (@de_fronzaglia). Eu não me encontrava com ela desde que a moçoila venho pra São Paulo cursar a famigerada faculdade de Medicina da USP.
Tomando vergonha na minha cara de pau, dei um jeito de marcar com ela perto da Paulista, não é longe pra mim e é perto do HC pra ela. Algumas mensagens depois (msn e sms saem bem mais baratos do que uma ligação) chegamos a um consenso, iriamos a um restaurante vegetariano, na rua Antonio Carlos... "Vamos nos encontrar no Gopala, ok?"

Ok.

Cheguei vinte minutos atrasada... por dois motivos. O primeiro é que... eu sou eu. Tenho alguma falha nos meus genes que me impede de chegar no horário. E dois, porque eu moro em São Paulo e a cidade me ajuda.
Reproduzo os sms como me lembro deles:

"Cheguei, você está em uma mesa?"

"Não, estou na fila, sou a primeira."

"Ok..."

E lá vou eu olhar as pessoas na fila com carinha de investigadora. Eu não via a Denise há anos, mas não era possível que não conseguiria reconhece-la! Anda que anda, mais trocas de mensagens...

"será que estamos no restaurante errado?"

"estou na rua Antonio Carlos"

"eu também..."

"no Gopala Madhava"

Fui olhar a plaquinha do restaurante por desencargo de consciência... <<Gopala Hari>>.

Eu já tinha almoçado no Gopala Hari várias vezes antes, mas não fazia ideia que poucos metros na mesma calçada existe o restaurante Gopala Madhava...

Moral da história? Larga a mão de ser pão duro e usa um telefone pra marcar as coisas.

De qualquer modo, os dois restaurantes são ótimos e eu recomendo ^_^V

sexta-feira, 28 de maio de 2010

ΟΔΥΣΣΕΑΣ ΕΛΥΤΗΣ-ΑΞΙΟΝ ΕΣΤΙ (1959)

Η ΓΕΝΕΣΙΣ ΣΤΗΝ ΑΡΧΗ το φως
Και η ώρα η πρώτη που τα χείλη ακόμη στον πηλό δοκιμάζουν τα πράγματα του κόσμου
Αίμα πράσινο και βολβοί στη γη χρυσοί
Πανωραία στον ύπνο της άπλωσε και η θάλασσα
γάζες αιθέρος τις αλεύκαντες
κάτω απ' τις χαρουπιές και τους μεγάλους όρθιους φοίνικες
Εκεί μόνος αντίκρισα
τον κόσμο
κλαίγοντας γοερά